Angola, uma república da minoria

Angola, uma república da minoria

Maio 24, 2018 0 Por Capita

Segundo Yanick, “o país está a mudar, mas a mentalidade não”. E mesmo que ele chegue a ter conclusões tão críticas, a mudança do nosso país está a acontecer apenas para poucos.

Angola é um país da África localizada entre os Congos, a Namíbia e a Zâmbia. Sendo um país da Africa significa que foi explorado a pouco tempo e mesmo que as explorações externas tenham terminado, as internas apenas começaram. Refiro-me a explorações internas as maracutaias que se fazem por poder visando a desorganizar a estrutura principal.

O conceito de país tem sido alterado a nível dos seculos sendo que hoje em dia, um país é um território organizado com um governante determinado pelo povo que os lidera para superar défices económicos. Quando acontece o contrário esse governante será responsabilizado por prestar contas a respeito.

Essa linha de pensamento afirma que o presidente ou o governante de um país tem força alguma para combater o seu povo ou deixá-los a espera por muito tempo. Tempo é dinheiro, assim diz a gramática americana.

O José Eduardo dos Santos, ex-presidente angolano, se a constituição da república permitir, eu não lhe devo respeito algum, ele precisa ser processado pelos défices que causou na nossa economia. Ele desestabilizou a economia e ninguém recebe a culpa? Nós estamos a criar regras nesse país para termos um padrão social, com esses desequilíbrios morais que a “nossa elite mostra” só vamos continuar a ser piores que nós mesmos, ou seja, vamos estar cada vez mais corrompidos.

O presidente, independentemente da historia que se passa, se foi o Agostinho Neto quem lhe nomeou ou se a bandeira do MPLA é similar a do País, ou seja, qualquer que seja o nosso presidente, deve nos guiar de uma maneira justa e pacífica e não egoísta e ambiciosa. Digo isso porque todos os filhos do Ex-Presidente José são proprietários de empresas poderosas, estudaram fora, e eles tratam a Angola como sendo uma casa e a Africa como sendo um país.

O que se discute todos os dias é sobre o branqueamento de capitais

Tudo bem que a nossa oposição é muito baixa e sem chance para competir com o partido no poder, mas matéria é matéria. Já sabemos que foram os desviadores de dinheiro quem desviaram a economia da maioria para lugares mais seguros como Suíça, Israel e tal, não adianta mencionar os países, mas temos apenas que considerar que a economia da maioria foi desviada sem o consentimento dessa maioria, pessoal, fomos roubados, e mesmo que o ladrão apresente todas as nossas contas, um ladrão é um ladrão tem coragem de mentir como um ladrão, e pode ser punido por esse pensamento.

A oposição depois das eleições teve seu momento de infelicidade não apenas por causa dos resultados como também por causa das debilidades que a CNE apresentou durante a campanha eleitoral.

Pode-se confiar nos outros grupos políticos?

É claro que não, ao pé da letra, defender como um mártir é o que todos deviam fazer no tempo de crise para preservar suas economias particularmente ou seus negócios.

Foi um sacrifício que fizeram?

Sim, devíamos tirar completamente a dúvidas dos adultos, passamos pela dúvida e o camarada João Lourenço hoje tem uma oposição que não consegue se opor.

Estes argumentos servem para ilustrar o como tem sido difícil bloquear qualquer tentativa de manipulação de conteúdos por parte dos gigantes. O MPLA está acima da lei, ou esteve, o João Lourenço está acima da lei, pois esse é o sistema política de Angola.

A realidade em Angola é sofredora

Todas as semanas adultos, responsáveis por seus lares e empresas se organizam para piorar a vida dos cidadãos angolanos em prol dos seus interesses próprios. Isso quer dizer que todas as infraestruturas que foram construídas só foram construídas porque uma política necessitava de algo e tinham que improvisar, sim improvisar, esse país faz créditos de bilhões de dólares em improvisos e o povo nem recebe pelo menos relatórios de suas dividas publicas ou seus prejuízos financeiros gerais.

Esses senhores, têm pensamentos para com a sociedade de que irão melhorar suas vidas, mas a realidade é que as melhorias só acontecem quando se aproximam as eleições. Nessa fase, os candidatos usam os seus lucros ou seus desvios monetários para injetar na economia para ganhar o poder na palavra, um poder que pode confundir a realidade. O Presidente Lourenço por exemplo em suas campanhas afirmava ser o de todos, o imparcial, o retificador e o promotor do desenvolvimento social e económico, porem suas bases estão apoiadas na recuperação da capital desviado e na organização temporária dos seus ideais políticos.

O que poderia levantar a economia de Angola?

As pessoas. Todos sabem que as pessoas são a força dinâmica da natureza terra. Nós nos movemos, pensamos, inovamos, construímos, imitamos, criamos, e só precisamos de estar unidos para que o nosso hábito continue.

Na era colonial, os angolanos tinham fábricas diversas construídas por estrangeiros portugueses coloniais, a medida que fomos guerreando destruições foram acontecendo até que estramos num coma de dependência externa, onde só tínhamos o petróleo para nos alimentar e nossos pés e braços tinham sido cortados. Ficamos quase meio século nesse estado na liderança do presidente José.

Vou cá esclarecer uma coisa. Em Angola o presidente tem a figura de um Rei, super valorizado, impecável e irritante demais pois dá poucas satisfação, essa era a imagem do senhor dos Santos. O Senhor Lourenço tem uma imagem mais parasitária, ele é muito lento porque pensa demasiado, é um jogador de xadrez e domina russo, isso me faz pensar na sua capacidade de previsão ou antecipação, mas alí eu vejo que ele já está quase um ano no poder e a economia ainda está engarrafada.

As pessoas seriam a chave da economia de Angola

Todos os dias em Angola vemos pessoas no hábito da sobrevivência, trabalhar para consumir porque o governo não consegue administrar essas pessoas, e fornecer uma educação que transmitiria na prática um conceito de investimento e poupança em larga escala, e no lado social, essa educação reduziria o índice de problemas sociais que poderiam ser evitados caso o governo fosse como um pai para nós como muitos ainda hoje pensam.

Espaços públicos

As escolas, os hospitais, as empresas publicas com a ENDE, a EPAL, e para falar a verdade não temos muitos espaços públicos ou não se fazem sentir.

Em Luanda por exemplo, há muitas escolas públicas com carências de professores e tantas outras escolas públicas com excessos de estudantes tal que crianças de 11 anos foram encontradas a estudar no período da noite e isso existe não só em Luanda como em todo o país, quanto aos médicos, com a crise económica que assolou o país, milhares de estrangeiros regressaram as suas terras natais e agora está faltando médicos até em clínicas privadas.

As empresas públicas foram as primeiras a anunciarem crise económica e financeira de Angola, devido a escassez de matérias prima e até mesmo de soluções internas. As empresas privadas muitas delas fecharam porque o Zenú e a sua gangue tiraram os nossos 500 milhões de dólares da economia e aplicaram para produzir no estrangeiro. Que ideia de investimento Genial, Zenú? Só que o dinheiro era nosso e mesmo que consegues nos devolver com tamanha facilidade, você destruiu a vida de muitos angolanos, a tua dívida é de doar 100 mil dólares em cada conta de cada angolano, se puderes filho, não desvie fundos de outras economias isso poderia te destruir.

Precisamos de alguma prova para acusar o Zenú? Acho que isso é o problema do procurador geral da república e o tribunal, eu preciso é atacar com palavras os causadores da minha dor emocional.

Se o Governo investisse com esse capital desviado, depois de ser recuperado, cada milhão de dólar em cada município em prol de construção de fontes de lucros, seriamos muito bem-sucedidos nos próximos anos.

O Governo de Angola, ou o Presidente da República de Angola desempenha uma função de regulador das confusões que se passam na Assembleia da república, atribui pontos de acordo a força dos votos. Entretanto, o presidente da república deveria ser o responsável pelo aceleramento demográfico e o gestor da força de trabalho nacional, vejo o presidente da república desempenhando uma função ideal e livre, de modo a jogar os seus deputados em lances mais fortes e investi-los para o bem de todos.

Angola pode ser assim um dia?

Acredito que sim, o presidente Lourenço foi o mais próximo político que vi pensando até aí, suas abordagens têm realmente interesse em desenvolver a nossa economia, mas como eu também disse, mesmo que tudo deva acontecer ao seu tempo, como dizem os sábios preguiçosos, Einstein dizia que tudo era relativo e poderíamos mudar a ordem de tudo caso descobríssemos a sua relatividade. Podemos sim acelerar o desenvolvimento social e económico do nosso país, nossas maneiras de pensar influenciam gerações e gerações e se pensarmos sempre num futuro melhor assim será.

Angola tem tudo para ser o que quiser

Se eu fosse Presidente de Angola por um mês eu conseguiria esforçar todos os resultados a favor do povo, pois o presidente é apenas um individuo dotado de estratégias de liderança territorial e financeira.

A tristeza em Angola é despreocupante

Cada um puxa a brasa para a sua sardinha. Isso não funciona quando o líder deve ser o cara de todos. Se quer ser um modelo, temos que aprender a fazer bem o fogo para que se espalhe e todas as brasas fiquem acesas para sempre.